20 de jan de 2016

Viagem á Morretes PR - 12/1/16

Morretes 1820

Nesta data, Auguste de Saint-Hilaire, um pesquisador da fauna brasileira que passou pelo Brasil entre 1816 e 1822, desceu o planalto para o litoral e descreve algumas passagens por Morretes e Porto de Cima. Auguste, se pronuncia com biquinho. Coisa de francês. Craro!
" Ao chegar ao Porto eu me vi em outra atmosfera o ar era pesado e o calor muito mais forte do que nos arredores de Curitiba e nos Campos Gerais. Eu não me achava mais nem no planalto, nem na serra, e sim nas proximidades do litoral. De repente, realmente voltei a ver as plantas cultivadas nas regiões mais quentes do Brasil. Em lugar dos pessegueiros que cercam as habitações do distrito de Curitiba, são as bananeiras que abrem suas largas folhas sobre as casas do Porto. "
Saint-Hilaire descreve que os habitantes da região eram mestiços de índios, de brancos e mulatos e ao chegar em Morretes, o local contava com 60 casas e a paróquia, tinha cerca de mil fiéis.
" Parei no arraial de Morretes, situado em aprazível local, à beira do rio Cubatão " ( hoje Nhundiaquara )
O ponto mais alto deste arraial, era justamente onde havia se construído a paróquia. De lá podia-se ter uma visão mais detalhada. Não por acaso que justamente neste lugar o primeiro morador oficial de Morretes escolheu este mesmo local para construir sua casa. Isto bem antes da construção da igreja cujo início se deu sob forma de uma pequena capela consagrada à Nossa Senhora do Porto dos Três Morretes, benta em 1769.
João de Almeida, rendeiro do porto tinha autorização para cobrar impostos e fazer o comércio do rio Cubatão. Nosso primeiro morador, aqui chegou entre 1725 e 1730.
Este " outeiro ", local onde se instalou João, depois a Matriz ,é o ponto mais alto da cidade e por lá também Saint-Hilaire passou em 1820.
Ao chegar ali naquele pequeno morro, daquele outeiro Saint-Hilaire pôde concluir o que era Morretes.
" e nada ali, absolutamente nada, nos faz recordar o aspecto severo dos arredores de Curitiba e dos Campos Gerais "
Geografia, Padres e Índios
A palavra " outeiro " era muito utilizada na época. Ela vem do latim e significa " a parte mais alta do altar ". A Igreja, assim como a língua Tupi, tiveram uma forte influência na identidade cultural da região.
Esta palavra também designa uma espécie de fusão entre a Igreja e a Geografia, já que posteriormente ao significado original, ela passou a ser usada como sinônimo de " pequeno morro ".
A mesma fusão ocorre entre o Tupi e a Geografia, já que Nhundiaquara, que fica poucos metros abaixo deste " outeiro ", vem do Tupi.
A palavra outeiro é encontrada na obra de Saint-Hilaire em 1820 e também em 1851, na obra de Antônio Vieira dos Santos.
Não há dúvidas de que o Menino Deus dos Três Morretes ( nome original da cidade ) não foi apenas dado pela relevância geográfica dos morros. Seu outeiro, seu altar, sua altura ainda é maior; porque Morretes é também Sagrada.
" Sinhor bom Jesuis ! Deus que abençõe ! "

Fonte: http://www.morretes.com.br/historia.htm

 
 
 Praça

 Restaurante Madalosso


 Pousada Nhundiaquara
 Pousada Nhundiaquara
Praça


                                 Na BR 116 - Regis Bittencourt a caminho de Caraguatatuba/SP

                                             Café da manhã na Pousada Nhundiaquara

 A Câmara Municipal vem realizando um levantamento biográfico sobre as pessoas que nomeiam as ruas de Curitiba. O projeto, desenvolvido pela Assessoria de Comunicação, foi motivado por outra pesquisa do setor, que buscou dados sobre a atuação da Casa desde a sua criação, em 1693, junto com a fundação da cidade. O trabalho resultou na seção “Aconteceu”,  no site do Legislativo, que diariamente traz fatos históricos a respeito dos debates, leis e curiosidades da capital ao longo destes séculos. E nesta nova proposta, determinadas efemérides merecem atenção especial. Na semana em que se comemorou o Dia do Engenheiro, 11 de dezembro,  a Câmara rememora aspectos biográficos dos engenheiros Rebouças.

Se hoje Curitiba é a capital do estado do Paraná, tal fato se deve ao empenho e à perseverança de dois irmãos nascidos na Bahia, ambos engenheiros: Antônio e André Rebouças. Filhos de Antonio Pereira Rebouças, os irmãos tornaram-se engenheiros militares e chegaram a estudar na Europa, apesar das limitações culturais, políticas e econômicas impostas aos negros naquele período.

Depois de trabalhar em obras públicas no Rio de Janeiro, André se torna um “voluntário da pátria” e segue para o conflito contra o Paraguai, no qual chegou a participar da Batalha de Tuiuti. Os dois irmãos sempre se esforçaram por apresentar projetos e soluções que visassem a melhoria das condições de vida da população, como foi o caso da distribuição de água no Rio de Janeiro. Sempre enfrentaram percalços de natureza burocrática ou preconceituosa (em razão do fato de serem negros).

Apesar disso, foram eles, por exemplo, os responsáveis por estudos e soluções técnicas que viabilizaram a construção da estrada de ferro que liga Paranaguá a Curitiba. Graças a ambos, o projeto que se reputava infactível, revelou-se promissor e Curitiba pôde reunir condições para tornar-se a capital do estado.

Os irmãos Rebouças não participaram da execução das obras da estrada, mas elas foram realizadas entre os anos de 1880 e 1884. Ao longo de seu percurso existem pontes e túneis cuja precisão e ousadia atraem turistas de todo o mundo até hoje.

A construção da estação ferroviária em Curitiba alavancou o desenvolvimento da cidade, que, até meados dos anos 80 do século XIX, não ia muito além da Rua Marechal Deodoro, então conhecida como Rua do Imperador. A nova estação, que teve a localização sugerida pela Câmara de Vereadores, fez surgir a Rua da Liberdade, posteriormente batizada como Barão do Rio Branco, cuja importância econômica só rivalizava com a Rua do Mato Grosso, atual Comendador Araújo.

A presença de dois prédios públicos na Rua da Liberdade (Palácio da Liberdade, sede do executivo estadual, e Palácio do Congresso, sede do Legislativo) emprestou à rua uma importância que se consolidaria com a inauguração, em 1912, do prédio do Paço na Praça Municipal (hoje Generoso Marques).

A região localizada atrás da Estação Ferroviária ganhou contornos industriais com a instalação de fábricas diversas. A presença de extensas vias ligando esta região à parte sul da cidade fez com que ela também ganhasse importância estratégica. A administração pública de Curitiba homenageou os irmãos Rebouças batizando não só uma das ruas dessa região com o nome de Engenheiros Rebouças, mas toda a região. Hoje, o bairro Rebouças é uma das localidades mais valorizadas de Curitiba e sua importância histórica é inegável para o entendimento da dinâmica da cidade.

Cada passo para a consolidação da capital apresentou seu grau de dificuldade, mas iniciativas de engenheiros como os irmãos Rebouças foram imprescindíveis. E eles foram apenas dois exemplos da extensa lista de profissionais engenheiros que contribuíram para a determinação dos contornos da cidade. O nome dos Rebouças sintetiza o espírito empreendedor e ousado que sempre orientou os engenheiros que trabalharam em Curitiba, daí a lembrança de seus nomes por ocasião do Dia do Engenheiro.

Por João Cândido Martins

Fonte: http://www.cmc.pr.gov.br/ass_det.php?not=19662#&panel1-1


Rio Nhundiaquara


Rio Nhundiaquara é um rio brasileiro localizado no litoral do estado do Paraná.
O Nhundiaquara nasce a partir da confluência dos rios São João e Ipiranga e suas nascentes estão localizadas a 1.400 metros de altura (em relação ao nível do mar), dentro da Serra do Marumbi (ou Parque Estadual Pico do Marumbi), na mata atlântica do litoral paranaense (também conhecido como serra do mar), região pertencente ao município de Morretes. Seu comprimento, desde a confluência em que nasce, até a foz da baia de Antonina, dista 37.000 metros, portanto, desaguando no Oceano Atlântico. Em uma grande fração inicial do rio, o seu leito e preenchido por pedras e rochas de circunferências variadas e o seu solo constitui-se argiloso e a partir do distrito de Porto de Cima, o rio torna-se navegável por pequenas embarcações[1] .
O seu leito, por alguns trechos, percorre paralelamente a estrada histórica da Graciosa, e corta ao meio a cidade turística de Morretes, terminando na cidade de Antonina e em grande parte dos seus 37 km, permite-se a prática de esportes como canoagem, rafting, bóia-cross e pescarias, tornando-se um rio de referências econômica para o município morreteano.
  
Etimologia
O significado de Nhundiaquara é: "nhundia" = peixe e "quara" = empoçado ou buraco, em Tupi-guarani[4] , ou “toca do jundiá[5] . O certo é que o nome faz uma referência a uma das primeiras denominações que o vilarejo de Morretes recebeu, por um breve período, de 24 de maio de 1869 a 7 de abril de 1870, e antes do seu definitivo nome