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Mostrando postagens com o rótulo Le mondediplomatique

Saiu na Le Monde....

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Da educação mercadoria à certificação vazia Enquanto não houver uma mudança radical, o próprio sentido de educação estará comprometido, posto que seu fim mais elementar não é atingido: em vez de promover a emancipação humana, produz lucro para o capital que só enxerga as camadas sociais C, D e E quando estas se apresentam como potencial mercado consumidor por Andrea Harada Souza O ensino superior, público e privado, no Brasil passou por grandes transformações nas últimas décadas. Essas mudanças – travestidas de democratização, por favorecerem o acesso – visaram atender a uma proposta de privatização e barateamento da educação. O Ministério da Educação (MEC) alardeia números, sobretudo para organismos internacionais – ...

PUTA QUE PARIU, OLHA O QUE SAIU NA LEMONDE !!!!!!!!!!!

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Quando o réu vira a vítima Fausto De Sanctis, desembargador do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, notabilizado durante a Operação Satiagraha, afirma que, no Brasil, a corrupção quase nunca é punida porque os direitos garantidos aos réus os transformam em vítimas. por Luís Brasilino Le Monde Diplomatique Brasil– Qual é sua análise dessas últimas denúncias de corrupção no Dnit, no Ministério do Turismo etc.? Fausto De Sanctis– Escândalos e corrupção são algo contumaz no Brasil e talvez reflitam um país que não trata com a importância necessária o combate ao crime organizado. Isso não é só uma impressão da população leiga, quem atua no Direito sabe que os processos não chegam ao final com uma decisão transitada e julgada. De outro lado, existem certas posturas dos cidadãos comuns – isso vale para todos –, uma cultura de tolerância com pequenas transgressões, que acabam refletindo na ponta: as autoridades que os representam. Portanto, não existe o povo de um lado e o Cong...

SAIU NA LE MONDE: Quando a mídia noticia o irreal

01 de Julho de 2011 A polêmica sobre o livro "Por uma vida melhor" merece análise e reflexão sobre o fazer jornalístico. Não se trata de um caso isolado, mas de um fenômeno revelador dos procedimentos adotados pela produção cotidiana do jornalismo, entre eles a descontextualização por Fernanda Campagnucci Durante quase um mês, a imprensa brasileira sustentou um debate improvável do ponto de vista da lógica jornalística, sobre um livro didático que faz uso das variantes populares da língua portuguesa como estratégia para ensinar a norma culta. Não havia, no caso, nenhum dos ingredientes considerados critérios de seleção da notícia, como ineditismo, atualidade, importância. A não ser os inventados. Não fossem essas criações, o debate seria relegado a revistas especializadas, receberia alguma atenção em cadernos de educação ou, talvez, nunca aparecesse. Tudo se passou aos olhos e ouvidos de leitores, espectadores e ouvintes como se o Ministério da Educação (MEC), um cer...

Saiu na Le Monde...

Globalização e periferia Uma das grandes riquezas das metrópoles se apresenta na periferia, com suas expressões culturais comunitárias. Apesar de serem estigmatizadas pela mídia que constrói estereótipos desse mundo, esse imaginário está mudando. Já há estudos que apontam p/ uma “estética da periferia”, c/ interações com a chamada grande arte por Valmir de Souza Uma anedota contada por Slavoj Zizek em Bem vindo ao deserto do real! nos diz: “Um operário alemão consegue um emprego na Sibéria; sabendo que toda correspondência será lida pelos censores, ele combina com os amigos: ‘Vamos combinar um código: se uma carta estiver escrita em tinta azul, o que ela diz é verdade; se estiver escrita em tinta vermelha, tudo é mentira’. Um mês depois, os amigos recebem uma carta escrita em tinta azul: ‘Tudo aqui é maravilhoso: as lojas vivem cheias, a comida é abundante, os apartamentos são grandes e bem aquecidos, os cinemas exibem filmes do Ocidente, há muitas garotas, sempre prontas para um...

A HORA DA ESCOLHA

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A HORA DA ESCOLHA A campanha eleitoral do PSDB e das elites conservadoras neste ano traz características surpreendentes, porque consideradas superadas há muito tempo. É um renascer conservador que usa de todos os métodos, manipula, distorce, falseia, na tentativa de seduzir o eleitor sem dizer a que veio sem apresentar sequer um programa de governo. Temas como a crença em Deus, o aborto, a liberdade de imprensa, a corrupção, dominam a agenda eleitoral e, em si, já demonstram que não é o futuro do Brasil que os preocupa, mas desclassificar e derrotar seus adversários por quaisquer meios. E é tal a manipulação que, neste momento eleitoral, apresentam estes temas como se fossem da alçada de decisões da Presidência da República, o que não é verdade. A separação entre a Igreja e o Estado é um dos princípios que funda o Estado moderno, que também é assegurada na Constituição de 1988 e em todos os países ocidentais. Crer ou não em Deus, ter ou não uma religião, são temas da vida privada, d...