Postagens

Mostrando postagens com o rótulo Walter Maierovitch

Como no tempo das ditaduras

Imagem
Walter Maierovitch A PM na USP faz parte de uma política filo-fascista de Geraldo Alckmin, que só ataca no varejo. Foto: André Lessa/AE     No dia 27 de outubro, a Polícia Militar, no campus da Universidade de São Paulo, desnudou a política de segurança pública do governador Geraldo Alckmin. Uma política de matriz filo-fascista conhecida desde o chamado massacre da Castelinho. Embora violenta, tal política foi desmoralizada pelo Primeiro Comando da Capital (PCC), que se espalha e difunde o medo, sem ser contrastado com eficácia, pela periferia da capital paulista.   Enquanto o Rio de Janeiro, depois da chegada de José Mariano Beltrame à secretaria e sua decisão de pôr fim ao populismo bélico do governador Sérgio Cabral, investe na pacificação, o governador de São Paulo, ainda que sem Saulo de Castro a papaguear máximas malufistas na pasta da Segurança Pública, insiste na militarizada, direitista e populista linha conhecida por...

O Judiciário de confiança abalada

Imagem
Wálter Maierovitch 26 de setembro de 2011 às 9:00h Na sua história, o judiciário passou por momentos difíceis. Lembro da cassação, pela ditadura, dos íntegros ministros Victor Nunes Leal e Evandro Lins e Silva, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ambos tiveram recente  mente a memória desrespeitada pelo ministro Eros Grau, que deu pela constitucionalidade da lei de autoanistia, esta elaborada pelo regime militar para encobrir arbitrariedades e garantir impunidade a autores e partícipes de assassinatos, torturas e terrorismo de Estado. Na presente quadra, o Judiciário passa por outro tipo de dificuldade e decorre de um processo de perda de credibilidade pela população. Isso pela ausência de imparcialidade e pela falta de trato igualitário dos cidadãos perante a lei. De permeio, episódios desmoralizantes vieram a furo, como, por exemplo, a falsa comunicação de crime feita pelo ministro Gilmar Mendes: afirmava ser vítima de grampo e, com particular teatralid...

Data venia, presidente Manoel

Imagem
Wálter Maierovitch 19 de setembro de 2011 às 10:04h O presidente do tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, desembargador Manoel Alberto Rebêlo dos Santos, reuniu no Palácio da Justiça, na segunda-feira 12, várias autoridades para o recebimento e a publicidade das informações passadas pelo delegado de polícia Felipe Ettore, titular da delegacia de -homicídios e responsável pelas investigações sobre o assassinato da juíza Patrícia Acioli. O crime consumou-se em 11 de agosto, quando a juíza, titular da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, foi atingidafatalmente por 21 disparos de armas de calibres 38, 40 e 45. O ataque surpreendente aconteceu quando Patrícia, de automóvel particular, chegava à sua residência. Os projéteis de duas das armas de fogo utilizadas pertenciam à Polícia Militar do Rio de Janeiro e os vídeos periciados mostraram ações de três criminosos na posse de duas motociclistas e um automóvel. A juíza teve negado, pelo então presidente Luiz Zve...